quarta-feira, 16 de junho de 2010

Futebol europeu x Futebol sul-americano

A Suíça hoje ensinou para outros times sem grande qualidade técnica como se joga na retranca. Disciplinados, os "suíços" derrotaram a Espanha por 1 a 0. Boto em aspas porque poucos ali são suíços de sangue. Tá certo que o gol teve a sorte em seu favor, mas isso se compensou com uma chance desperdiçada por Derdiyok.

Eu sempre disse que botam muita mídia em times e jogadores europeus. Não é só com a Espanha. Isso já começa nos clubes. Tanto que o Barcelona é dono de 5 titulares da seleção espanhola. O Barcelona joga em torno de Messi. Quando o argentino não joga ou joga mal, a equipe sente dificuldades. O time se encaixa, o time joga bem, mas peca no ataque. Iniesta é um grande jogador, mas suas jogadas necessitam mais jogadores de qualidade lá na frente pra dar certo. De quê adianta criar a jogada, se não tem ninguém pra finalizar, ou se finalizam mal, ou se acabam fazendo besteira e perdendo a bola?

Isso se repete em quase todos os times famosos da Europa. E se você parar para pensar, os que fazem a diferença nesses times, são brasileiros e argentinos. Jogadores que os times europeus simplesmente tiram dos nossos  clubes, com seus donos multimilionários. Não só sul-americanos, mas também africanos, mexicanos, asiáticos.

Claro que existem exceções. Quem faz a diferença no Bayern é o holandês Robben. Na Inter, outro holandês, Sneijder. Rooney é o grande destaque do Manchester United.

Mas o fato é que o futebol sul-americano dá de 10 a 0 no futebol europeu. O  problema é que o mundo não quer ver. A mídia atual contribui bastante com isso.  

Outro fato que ajuda essa teoria, é a superioridade sul-americana em mundiais. Tanto no de seleções, quanto no de clubes. E não venha dizer que os europeus não estão nem aí pro mundial de clubes, porque não é verdade. É só pegar um vídeo ou fotos das caras dos jogadores do Barcelona, depois que o Gabiru fez aquele gol. Com destaque para o Ronaldinho chorando no final, e pela foto com o Deco e o Puyol olhando o Fernandão levantar a taça. Falo especialmente desse jogo, porque como colorado, foi o jogo que mais vibrei com isso e mais reparei nisso. Mas existem outros exemplos. Procurem por Liverpool x São Paulo. Ou pela felicidade do próprio Barcelona, que voltou lá e conseguiu derrotar o Estudiantes. Milan em 2007, Manchester em 2008. É só ver.

Certa vez, estava discutindo sobre isso com um amigo. Comentei isso de darem muita atenção pra certos jogadores, e fazer parecer que eles jogam muito mais do que eles realmente jogam. Falei que achava o Fernandão melhor que o Ibrahimovic e que o Henry. Meu amigo disse que depois dessa, não ia mais considerar o que eu falo a respeito de futebol.

Mas o fato é que eu nunca vi esse Ibrahimovic jogar bem. Tá, já vi gols bonitos e jogadas boas dele no Youtube, principalmente quando jogava na Itália. Mas raramente vejo isso ao vivo, principalmente nos últimos tempos. Jogador que é bom também é regular.
Já o Fernandão, foi campeão do mundo com o Inter, liderando aquele time e jogando muito bem. Não só técnica, mas raça também. Agora está no São Paulo e simplesmente arrumou o time. E pode ganhar a América de novo.

A coisa que eu mais queria que acontecesse no futebol, seria ver o atual campeão da Champions League jogar uma Libertadores.


Voltando pra copa do mundo, o Chile bateu a fraca seleção de Honduras, por 1 a 0. Placar magro, não fizeram mais por puro azar, somado com uma grande defesa do goleiro hondurenho. Foi um bom jogo da equipe chilena, mas, levando em conta o fraco adversário, não tem como avaliar muito.

9 comentários:

  1. Mídia faz muita coisa, inclusive dar títulos a vários times/seleções. O resultado mostra quando é verdade ou não.

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  2. Acho q tem a ver com o 'conjunto da obra', às vezes um jogador, ou dois se sobressaem mais... daí mudam de 'conjunto', e acaba não sendo a mesma coisa. E tem também a regularidade.
    Acho os times sul-americanos mais aguerridos, enquanto na Europa são mais táticos e técnicos.
    Posso tá falando bobagem... sei lá!
    Hahuauhauhauha...
    =P

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  3. Pois é , essa copa pode ter favoritos,
    mas apostar em placares de 4x0, só para alemanha mesmo até agora,
    e muito vai dizer sobre a alemanha no segundo jogo, saber se ela está com esse gás todo mesmo,
    mesmo sendo contra a sérvia vai dar para sentir a garra dos alemães..

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  4. Discordo de 99% da população que adorou a retranxa da Suíça. Exemplo de defesa boa é aquela que não permite o adversário concluir. A Espanha cansou de chutar em gol. Não fez pq a pontaria tava torta e o goleiro tb jogou bem.

    Não critico o resultado pq não acredito em merecimento no futebol. O que vale é bola na rede. Azar se jogou melhor e perdeu, faz parte. Mas é necessário saber diferenciar produção de eficiência no chute final.

    Van Persio

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  5. Chutaram sem levar perigo, a maioria de fora da área...

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  6. Rodrigo, muito boa essa de ver um campeão da Champions jogar a Libertadores. A Espanha confirmou sua tradição: joga como nunca, perde como sempre.

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  7. Concordo com a parte de a mídia dar atenção demais para certos jogadores e fazer parecer que eles são os melhores e imbatíveis.
    Mas, saindo um pouco dos comentários sobre a Copa, quero ver o que vai acontecer com toda a eficiência do Neymar quando ele tiver mais o Ganso como seu garçom. É claro que espero que ele continue bem, mas boa parte do seu desempenho e do desempenho de todo o time do Santos, provém do quão bom o Ganso é.

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  8. Concordo com a parte de a mídia dar atenção demais para certos jogadores e fazer parecer que eles são os melhores e imbatíveis.
    Mas, saindo um pouco dos comentários sobre a Copa, quero ver o que vai acontecer com toda a eficiência do Neymar quando ele NÃO tiver mais o Ganso como seu garçom. É claro que espero que ele continue bem, mas boa parte do seu desempenho e do desempenho de todo o time do Santos, provém do quão bom o Ganso é

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  9. Para os tupiniquins, os europeus sempre são melhores... e para os europeus, eles sempre são mesmo melhores :)
    É parecido com um sentimento que se tinha, no Brasil, um tempo atrás (acho que diminuiu, se não desapareceu), de que tudo que vinha do Rio ou de São Paulo era melhor do que o resto.

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